Third notes (sketch)

May 26, 2012 § Leave a comment

From the third; you note, “the fourth”, thrice – have been in the mind of mine

lurking the gates and late I hear a soft smite, a full globe shines dark at night…

and it is hearing, hovering the lands in the mind of mine

 

It is aid only through thy sacrifice – and with this pain bear will the feel of life…

a deep gash born when inside grasping greets threshold and smile;

there is a huge globe full, so full of shine.

 

Clocks locks the domes of steel, they construct tires and wheels

from the missing tooth, “A lie” will lay, the same stinger –  now inside thy brain

read without eyes I beg you try

try and tried – cannot and won’t comply.

 

Chess, it’s the less – and you play, moving yourself inside my brain

I see the moves; the lane –  I cannot see the plan in plane

my turn has come

did I lose, and lost the game

 

Heavy footfalls urges present, weren’t they soft paces in lawn?

shackles in ankles… or have been my ear to hear much more

grand cities will be at our dawn

but shan’t we wait so long, along alive

 

Rumor: cults of times – mesmerize with lies – for a huge fly flies around their mouth.

Hold lamps with towels, the wheels of time

disguise and hide… until it dies, fades with faces it has made cry

 

Infinity will null, form the blender, shred the truth

cosmic munch and blabbering doom

the marks on skin

defines and then defies what you’ve seen.

 

(unfinished)

Key

alter-ego do alter-ego

March 14, 2012 § Leave a comment

Existem alguns conceitos que demoram a entrar na cabeça, às vezes não entram, porque não queremos aceitar. Seja por teimosia, ignorância (geralmente confundida com orgulho) ou desatenção. Não sei exatamente qual foi o meu caso, no melhor dos casos foi desatenção, até porque quando o tal conceito desceu foi em um teco só e já estava aceito, implantado no meu cérebro. Talvez eu já até tenha pensado sobre o assunto durante minhas longas noites rolando na cama, por causa da insônia, diga-se de passagem (e muito bem sozinho, também).
Acho que todo mundo já indagou a si mesmo desde “como as pessoas me veem?” (ou qualquer coisa nessa linha), até “quem eu sou”.
O que seria esse “eu mesmo”? Esse eu mesmo é meramente, pra mim, uma forma “bonitinha” de expor estampado em um único quadro várias imagens do seu “eu”. Você é vários, em várias camadas, cores e erros.

Aí entra o conceito que demorei pra perceber que existia e tinha até nome: alteridade. Não se culpe por possivelmente não conhecer a palavra, ela é um conceito antropológico meio deixado de lado de uma forma geral. Gramaticalmente, seria o antônimo de “identidade”. Alter em latim, significa outro, na mesma linha da palavra “alter-ego”. Ele diz, basicamente, que você é um outro alguém dependendo do ponto de vista de quem te vê e julga. Ou seja, você é um monte de alter-egos seus.
Esse conceito é tão confuso e ambíguo quanto acreditar em reptilianos, aqueles homens lagartos que aparentemente dominam a terra, naquele clima de Matrix, Illuminati e coisas do gênero. Mas, bem, voltando a realidade (porque, né), alteridade é aquele tipo de coisa que, se você pensar muito sobre, vai fazer seu cérebro latejar e implorar para que você pare com essa porcaria. Porque, partindo desse princípio aí, podem existir milhões de você dentro de um só – a única coisa imutável, no caso, seria o seu corpo físico. Em um cenário simplificado, é aquele caso de que as pessoas mudam quando estão em uma roda de amigos, ou quando estão perto da paixonite, por exemplo. Não é então que elas mudem, elas só trocam a chavinha no cérebro, pelo menos de acordo com o conceito de alteridade. Então quando alguém te chamar de “duas-caras”, agradeça, porque só duas é bom perto do que é dito. Em tese, o que muda de pessoa pra pessoa é o número de alter-egos possíveis e existentes.

Ainda dentro disso – que é um baú praticamente sem fundo, a propósito – existe algo muito mais interessante, que é a possibilidade de, a partir do momento em que você finalmente saca o conceito de alteridade, no momento em que é “adquirida”, você conseguir magicamente se colocar no lugar do outro e julgar as situações de forma mais, digamos assim, “correta”. Ou seja, você não só pode (e vai) mudar seu comportamento, como também pode mudar o seu jeito de ver as coisas.

Então, no final das contas, entra aquele ditado (já é considerado ditado?) de que se você é um pouco de tudo, você é nada.
“Você é tanta gente, que acaba sendo um nada”. Li isso em um artigo por aí. E discordo colossalmente. No fundo, as poucas ou muitas personalidades que temos formam uma personalidade só, formam o “eu”. Porque, afinal, aquele quadro cheio de camadas, cores e muitos erros ainda é um quadro.

Mas o meu questionamento principal é: se a existência desse “eu-individual” só é permita diante de interação social (blergh), então quem é você quando está sozinho?

Where Am I?

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